A reposição de testosterona é um tratamento indicado para homens que apresentam sintomas de hipogonadismo e baixos níveis hormonais confirmados em exames. Esses sintomas comprometem não apenas a saúde sexual, mas também a energia, o humor e a qualidade de vida como um todo.
Embora esse tratamento traga diversos benefícios, ele exige cuidado. Iniciar a reposição sem avaliação médica pode gerar riscos sérios à saúde e levar a efeitos colaterais evitáveis. Portanto, o acompanhamento profissional é indispensável.
O médico recomenda a reposição de testosterona quando o paciente apresenta sintomas claros e exames com testosterona total abaixo de 350 ng/dl ou testosterona livre inferior a 100 pg/ml. Nesses casos, o tratamento tem o objetivo de equilibrar o sistema hormonal e melhorar o bem-estar físico e emocional.
Entre os sintomas mais comuns da baixa testosterona, destacam-se:
Queda da libido e da potência sexual;
Fadiga intensa ao longo do dia;
Redução da massa muscular e aumento da gordura corporal;
Oscilações de humor, insônia e perda de concentração;
Diminuição da densidade óssea.
Para tratar esse quadro, o médico pode indicar diferentes formas de reposição. As principais opções incluem:
Testosterona injetável: aplicada em consultório, com intervalos entre 3 e 14 semanas;
Comprimidos com undecanoato de testosterona: usados de 1 a 3 vezes ao dia, dependendo da dose recomendada;
Gel transdérmico: aplicado diariamente sobre a pele limpa e seca, geralmente no braço, ombro ou abdômen;
Adesivo de testosterona: colocado na pele à noite, com troca diária e revezamento dos locais de aplicação.
A escolha do método depende do estilo de vida, da causa do problema e da resposta individual ao tratamento. O médico avalia cada caso com cuidado antes de definir a conduta ideal.
Apesar de trazer melhorias significativas, a reposição exige acompanhamento contínuo. Quando feita sem controle, pode desencadear efeitos indesejados. Por isso, é essencial manter o monitoramento com exames periódicos e consultas regulares.
Veja os principais efeitos colaterais relatados:
Acne, oleosidade na pele e aumento da sudorese;
Dores de cabeça e tonturas ocasionais;
Ginecomastia (crescimento das mamas) e atrofia testicular;
Redução da fertilidade e alterações no PSA;
Retenção de líquidos, aumento da pressão arterial e, em casos mais graves, trombose ou problemas cardíacos.
Além disso, a reposição de testosterona é contraindicada para alguns perfis. Homens com câncer de próstata ou de mama, apneia do sono não tratada, insuficiência cardíaca, hepática ou renal grave, além daqueles que sofreram infarto ou AVC recentemente, não devem iniciar o tratamento.
Da mesma forma, quem deseja ter filhos em curto prazo também precisa evitar a reposição, pois ela pode reduzir a produção natural de espermatozoides.
Por fim, qualquer alteração nos exames, como elevação do PSA ou do número de glóbulos vermelhos, exige reavaliação da continuidade do tratamento.
A reposição de testosterona deve ser personalizada, segura e feita com responsabilidade. Se você apresenta sintomas de deficiência hormonal, agende sua consulta com um especialista e inicie seu acompanhamento com segurança.